quarta-feira, 11 de maio de 2011

DE CARRO POR AÍ COM O NASSER


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Coluna 1911  11.maio.2011
Bonitinho, elegante, bem composto, o Audi A1
É o carro de entrada da Audi, com o rótulo de Premium, como a marca.

Pequeno, mas abrigando 4 passageiros, equipado como os de categoria superior, carroceria hatch e a elegância das colunas A e C, unidas pelo teto e que podem ser pintadas – de fábrica – em cor contrastante ou imitação de fibra de carbono. É um Mini melhorado. Quer alavancar as vendas da marca projetando entregar 2.800 unidades, 40% dos 6.500 Audis a ser vendidos em 2011. Pouco no universo de 1M da matriz, mas realistas no processo de reconstrução de marca e imagem no país, hoje o 23º. em seu portfolio.

Não é carro para grandes volumes, por características e preço. Porém supera o uso urbano, e anda muito bem na estrada pelos 122 cv produzidos no motor 1.4, 4 cilindros, 16V, transversal, tração dianteira, com injeção direta de combustível, turbo alimentador, e torque viril, quase 20 kgmf, plano entre 1.500 e 4.000 rpm. Porém seu preço filtra ilusões: R$ 89.900 pelo quase completo e uns R$ 102.000 se com teto solar, som Bose e partida sem chave, por botão. Diz a Audi, é o primeiro da marca a custar menos de R$ 100 mil.


Conteúdo
Lançamento cheio de charme, num prédio em construção, a público VIP, para resgatar a imagem erigida quando a representação era da Senna Imports, e amassada e empoeirada por alguns sucessivos gestores. A Audi encolheu e estragou carreiras como a de Daniel Buteler, ex-presidente e com bons resultados em GM, VW e Mercedes. Convocaram, desafiaram e convenceram Paulo Sérgio Kakinoff, engenheiro de mais rápida carreira na VW, a assumir o espólio, e bons resultados têm aparecido.

Ocupa 3,95 m em comprimento – menos que um Fusca – mas o conteúdo é de gente grande. Do pequeno motor, agradável em potência, surpreendente em torque, e seu casamento com a transmissão, caixa roborizada com sete velocidades, em nova tecnologia, com duas embreagens a seco, dirigida como se fosse automática, incluindo comando na alavanca de marcha ou aletas no volante multifunção. 

Restante do conteúdo surpreende e agrada: ESP, programa de estabilidade; ABS nos freios; bloqueio antipatinação do diferencial; almofadas de ar na frente, laterais e cortinas para a cabeça; faróis em xênon; faroletes em leds. Internamente, Audi Music Interface, Radio Concert com CD, tela de configurações com 6,5”; Bluetooth; computador de bordo; assistente de partida em aclives; freios regeneradores de energia; start-stop – que desliga o motor quando parado e em ponto-morto.

Apesar do preço limitador, quer vender mais que os carrinhos-de-moda hoje no mercado: Mini, Smart, e os mexicanos, o novo VW Beetle, e Fiat 500 saiu desta prateleira, agora vindo do México, sem tributo alfandegário, repaginado em conteúdo e preço na metade do A1.
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Audi A1, pequeno, charmoso, de nicho
                             
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Melhor, mais bonito, mais barato, Renault Sandero 2012
A Renault investiu para mostrar-se em fase de conquista. Gostou da expansão dos números com o reposicionamento do Clio, da camioneta Gran Tour, e a liderança do Sandero em sua linha de produtos – 42% das vendas. Focou nele, e aproveitou a oportunidade para fazer efeito demonstração do significado de sua nova assinatura: Mude a direção.

Tenta convencer,tem a ver com olhar e postura, sem a risível infalibilidade dos engenheiros que fazem carros para ser comprados, sem perguntar aos clientes o que gostam e desejam. A Renault avisa que mudou de lado – para o do cliente. Se o aumento de vendas, levando-a a 5% do mercado, permite devaneios de crescimento, a oportunidade com o Sandero e a tentativa de mantê-lo bem aceito, fecham a conta. 

Com pesquisa na mão corrigiu seu interior, agregando materiais de toque mais agradável, incorporou detalhes operacionais como rádio com melhor performance de som, recebendo pen drive, e melhorou a instrumentação. Fora estão as identificações da linha 2012: no frontal, novos faróis, maiores, em francesa expansão em direção ao para-brisa, com aplicação de leds; novos para-lamas; e grandes tomadas de ar. Atrás, novas lanternas. Na mecânica, sem mudanças, mantida a harmonia entre a disposição do motor 1.6 e a transmissão manual de 5 velocidades. E a inexplicável versão 1.0, motor pequeno para o automóvel (Sandero e Logan 1.0 não é automóvel. É autopunição.) Versão Stepway está melhor identificada por grade e partes dos para-choques em preto fosco.

Comercialmente baixou a imagem de utilitário esportivo para abrir espaço ao chegante Duster, com a mesma base mecânica e carroceria como espécie de interpretação Renault sobre o atual Ford EcoSport.

No esforço em nome da conquista da imagem – e para afastar o fantasma do rótulo da manutenção cara e ruim dos carros franceses -, um aperto na rede de concessionários para conter o custo das revisões, aos gastos de manutenção de R$ 0,85 ao dia/ano e para acabar com empulhações como limpeza de bicos no sistema de injeção, lavagem de tanque de combustível, e inutilidades afins - o código 171 da ordem de serviço.

A ideia com o Novo Sandero é manter ascendente sua aceitação, apresentando ganhos de conteúdo e, o inesperado, redução de preços.

Em resumo, atualizou o produto, melhorou o conteúdo, baixou o preço, segurou a rede concessionária. É mais uma tentativa de mostrar a que veio, a mais concreta e visual.


Quanto Custa            R$
diferença para 2011
Authentique 1.0        28.600
 menos R$ 1.000
Expression   1.6       35.000
 menos R$ 1.000
Privilége 1.6             40.400
 menos R$ 1.000
Stepway 1.6              42.600
 menos R$ 3.000
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Novo Sandero, mais por menos
                     
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Roda-a-Roda
Suzuki – Itumbiara, GO, sediará a fábrica da Suzuki, do grupo Souza Ramos, o mesmo que na goiana Catalão faz Mitsubishis. Investimento contido, galpão de 12 mil m² para montar 2.800 jipinhos Jimnis em 2013, até atingir 7.000 ao ano, hora de expansão.
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Suzuki Jimny, goaino no natal de 2010
                       
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Mercado – Prevendo vender 107 mil unidades neste ano, a Kia congelou nomeações. Não quer reduzir o volume a cada concessionário, e por isto limitar-se-á, até o final do ano, a inaugurar mais 30, formando 180.
Lançamentos – Novidades da indústria nacional: Ford Ka em retoques em junho; julho, novo Fiesta; agosto Renault Duster – utilitário esportivo.   
Mercado, 2 – Até agora as vendas de veículos leves mostram crescimento de 7% relativamente a 2010. A previsão era de 5%. Crescerá mais: a estimativa da safra de laranjas, 390M de caixas, 25% mais que ano passado, irrigará a economia de São Paulo e Minas.
Gás – Terceiro turno será implantado pela Renault para atender à demanda de produtos, dentre eles o Grand Tour, cujas vendas cresceram mais de 100% depois da última reformulação e preço.
Enfim, – Laboratório Automotivo de Segurança em construção em Sorocaba, SP, equipamento para aferir a qualidade da segurança oferecida – ou não - por automóveis nacionais e importados. Investimento de R$ 50M, inauguração em 2012.
Impasse – Sindicato de Metalúrgicos do Paraná demanda por aumentos e participação nos lucros. Volvo topou, Renault discute, mas Volkswagen, discordando dos termos, bate pé e diz poderá fechar a fábrica.
Cautelas – O sindicalismo Jogo Duro faz vítimas entre os metalúrgicos, que às vezes ficam cheios de razão, porém sem emprego. No ABC, a promoção pessoal de líderes, expulsou fábricas da região, e a falta de noção do governo petista no Rio Grande do Sul fez a Ford mudar-se para a Bahia.
Situação – Este impasse pode cortar o Paraná das opções listadas pela norte-americana Paccar no instalar fábrica para caminhões Peterbilt, Kenworth e DAF. Negócio de US$ 200M e mil empregos. SP, MG, SC e RS no páreo, de olho.
Produto – A parada no funcionamento da Volkswagen paranaense indica próxima falta de Golf e Fox 4 portas nos concessionários. A fim? Acelere.
Produto, 2Quer economizar com Renault Sandero ? Os revendedores da marca tem o modelo atual como ativo mico. O novo tem preço inferior aos antigos e, para não imobilizá-los vale tudo para o cliente sabido.
Moto – Segundo produto BMW montado sob encomenda pela Dafra, seguindo as flexíveis normas industriais da Zona Franca de Manaus, a F 800R, 87 cv, em torno de 8 kgmf de torque, ABS, computador, piscas em LEDS, chega às revendas por R$ 36.900.
Tudo novo – A Castrol renovou completamente sua linha de lubrificantes sintéticos, semissintéticos e minerais. De comum a tecnologia Magnatec, formando película protetora do motor de seu pior momento, a partida.
Ecologia - A PSA Peugeot Citroën, parceira do Ladetel (Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas), da USP, no Projeto Biodiesel Brasil, visa criar novo tipo de biodiesel da cana de açúcar, dispensando o combustível fóssil. Na Fase III usará 30% deste óleo e 70% de diesel metropolitano. Outras pesquisas utilizam apenas de 2 a 5% de bioóleo.
Antigos – Acabou a revista Biela, pioneira em veículos antigos. Quer completar coleção? Corra. Assumida pela concorrente ClassicShow, ficou sem espaço entre leitores e anunciantes. Criador, Tiago Songa lança jornal antigomobilístico, o Pistão.
NOTA DA REDAÇÃO: Ô NOMEEZINHO FREUDIANO ESSE DO SOLERTE SONGA...

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