terça-feira, 2 de novembro de 2010

Carver, ou inclina mas não cai...

Desde muito tempo triciclos fascinam os pilotos. Aqui no Brasil, nos anos 80 Paulo Sergio Renha fez o primeiro de uma longa lista de construções caseiras com motor VW a ar em balanço na traseira. Conhecidos por sua tendência de sair de rente sob aceleração, até hoje esses trikes, ao contrário dos que analisamos recentemente, não são do gosto de todos. Afinal têm todos os defeitos de uma moto e de um carro..

Mas Anton Van Den Brink, um holandês criativo, projetou um triciclo diferente, inspirado em um projeto experimental da GM americana nos anos 80, do qual só não lembro mais o nome. Mas o princípio era o mesmo: a inclinação controlada da cabine favorecia o desempenho dinâmico do veículo, permitindo curvas muito mais rápidas que as de uma moto esportiva. O sistema se chamava de Dynamic Stability Control e agia por meio de um par de amortecedores hidráulicos que ajustava a inclinação conforme a velocidade e a rotação do volante: quanto mais esterço, mais inclinação. Como isso contraria a força centrífuga, a coisa faz curva, como dá pra ver no vídeo anexo. O motor,  que, pelas descrições, se parece muito com o do Smart, é um quatro cilindros de 660 cm3 turbinado. Em sua versão normal tem 65 CV e alcança 185km/h de final, mas havia um chip de fábrica que levava a potencia a 85 CV e permitia 225 km/h. Velocidade de moto grande...

Dois problemas nessa formula fascinante. O primeiro era requerer um piso liso e perfeito para andar, coisa de Alemanha ou Holanda, sua pátria natal. Como todo triciclo a roda dianteira única era o problema, perdendo aderência em irregularidades de piso: pulava e deslizava... Na chuva também era emocionante, pois a área de contato do pneu dianteiro não garantia boa aderência por ser redondo para poder se inclinar coma cabine, enquanto as rodas traseiras menores e mais largas, com pneus de carro, aderiam bem. Ou seja, toda uma nova arte para ter o prazer que o Jeremias do Top Gear falou em seu programa...


Eu alo no passado do verbo porque o preço anunciado em 2007, no lançamento, foi de 45 mil dólares, preço de um carro bem legal, embora não tão diferente. Esse precinho para um brinquedo o matou em 2009, depois que o Campo Grande da 4 Rodas testou muito bem o único que veio para o Brasil. 
O Persus Hibrido
O conceito sobrevive em um Híbrido Californiano chamado Persus, mas o preço pedido pelo importador brasileiro não atraiu compradores: 240 mil Reais... Um pouco demais para um colar de melancias mecânico... mas uma história curiosa que só pderia acontecer no país onde as drogas são liberadas e o casamento gay também, como diz o Jeremias..clique abaixo para ver o que eles dizem:
http://www.youtube.com/watch?v=grgVqmoAs2Y

                                 

Um comentário:

Joel Gayeski disse...

O Top Gear apresentou essa doideira.
http://www.youtube.com/watch?v=grgVqmoAs2Y